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Vender Coisas na Internet: Dá Dinheiro Mesmo?

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Quem aqui nunca viu um post ou vídeo nas mídias sociais onde alguém jura que ficou rico vendendo coisas no eBay ou na Amazon? E que você também pode lucrar horrores bastando apenas seguir este método rápido e infalível que consiste apenas em clicar um link e adquirir um livro, e-book, curso, palestra, ou cadastrar seu email para receber dicas?

A esta altura do campeonato você já deve saber que o que dá dinheiro mesmo é vender produtos digitais – não precisa lidar com fornecedores; não incidem custos com estoque, materiais e frete; e não existe risco de o produto chegar danificado ou não agradar o comprador e ser devolvido. Então, use o senso crítico quando se deparar com esse tipo de conteúdo.

“Ué, mas tem gente que realmente ganha dinheiro vendendo produtos, não tem?” Sim, essas pessoas existem e provavelmente estão ocupadas demais empacotando coisas para ficar publicando e-books. Mas vamos analisar um pouco mais a fundo como funciona vender coisas na internet e quais as opções disponíveis:

Marketplace: são plataformas que reúnem diversos vendedores e compradores, como Amazon, eBay, Mercari, e outras. Nesse caso, você adquire os produtos, anuncia-os na plataforma e o marketplace facilita a transação e o alcance a novos públicos. Você também fica sendo responsável por fotografar e cadastrar cada item, mantê-los em estoque, e envia-los para o comprador.

Live Selling: o favorito das redes sociais, onde você cria uma conta específica para vendas e anuncia seus produtos em lives e faz vendas imediatas. Plataformas como TikTok, Poshmark, Instagram e Pinterest são bem populares e ideais para esse tipo de comércio.

FBA (Fulfillment by Amazon): nesse tipo de serviço, você como vendedor envia seus produtos para um armazém da Amazon, e eles se encarregam de fazer os envios para os compradores. Você é responsável por fotografar e cadastrar os produtos, além de adicionar especificações como material, peso e dimensões para que a Amazon possa providenciar as embalagens adequadas.

Dropshipping ou Programa de Afiliados: um modelo de negócios de e-commerce onde você, como vendedor, não mantém os produtos em estoque. Quando um cliente faz um pedido, você repassa a encomenda ao fornecedor, que é responsável por embalar e enviar o produto diretamente para o cliente. Você recebe comissões ou incentivos pelas vendas realizadas.

Plataforma E-Commerce: geralmente associada ao site da sua empresa, a plataforma e-commerce é uma loja virtual que você mesmo gerencia, com seus próprios produtos, base de dados, e sistema de pagamento.

escala do mais fácil para o mais difícil, nesta ordem: marketplace, live selling, FBA, dropshipping, e loja virtual.

Mas qual forma é a melhor? Vamos explorar isso também, da mais fácil para a mais difícil.

Marketplace: a forma mais simples: tudo o que você precisa é ter o produto a ser vendido e fazer um cadastro na plataforma. Você pode vender aquelas roupas que não usa, livros, coisas feitas à mão, itens de decoração, artigos de colecionador… a lista é imensa. A maioria das plataformas não cobra pela listagem dos itens, mas retém uma porcentagem do valor da venda. Elas também facilitam o envio, emitindo etiquetas de endereçamento e dando desconto nas postagens. Outra vantagem do marketplace é que o investimento é baixo – você pode listar desde poucos itens até centenas de produtos sem precisar se preocupar em promovê-los constantemente.

Live Selling: tão simples quanto o marketplace, vender nas mídias sociais é fácil para quem já tem familiaridade com a plataforma. Porém, é importante ter consistência, um bom volume de produtos, e uma quantidade adequada de seguidores para manter as lives interessantes e gerar engajamento. Quanto mais participantes e mais produtos desejáveis, maior a chance dos interessados darem lances cada vez mais altos, aumentando assim os seus ganhos.

FBA: ideal para quem tem um bom volume de produtos com pouca variedade (por exemplo, um pallet de cosméticos da mesma marca), fazer um cadastro como vendedor na Amazon é simples, mas você precisa seguir várias regras bem específicas para garantir a satisfação do cliente – isso é importante porque a política de devolução da Amazon facilita o retorno dos produtos e reembolsa os clientes, e quem arca com o custo é você. Além disso, a plataforma é extremamente competitiva, portanto, seu produto precisa ter um diferencial e avaliações favoráveis para se obter bons retornos.

Dropshipping e Programa de Afiliados: nessa forma de negócio, você é basicamente um representante de vendas do fabricante; você faz o marketing e as vendas, encaminha os pedidos para o fornecedor, e ele se encarrega de enviar o produto para o cliente. Dropshipping está na categoria dos mais difíceis porque exige uma certa estrutura: onde você pretende anunciar os produtos, e como vai atrair compradores? Você pode fazer publis no Instagram, criar um site com links de afiliados (que decoradores usam com freqüência para vender móveis e itens de decoração), ou focar em um nicho específico (este blog, por exemplo!) De qualquer forma, seus rendimentos dependem do seu esforço e dedicação para manter o engajamento e incentivar o seu público a comprar aquilo que você oferece.

Loja Virtual: devido ao custo inicial necessário para configurar a loja, o trabalho com manutenção e os riscos associados à privacidade de dados dos clientes, esta é uma opção indicada para comércios mais bem-estabelecidos. Além disso, qualquer site que você criar vai imediatamente competir com gigantes como a Amazon, e o custo pode não valer a pena.

Foto de pallets com mercadorias devolvidas

Para finalizar, uma forma que vários vendedores encontram de ganhar dinheiro na internet é adquirindo mercadorias em quantidade com preços extremamente baixos. Este é um método que exige investimentos com tempo e dinheiro, e nem sempre os retornos são garantidos. Por exemplo:

  • Goodwill Outlet: também conhecido como “the bins” nos Estados Unidos, o Goodwill Outlet é para onde vão os itens que não foram vendidos nas lojas do Goodwill. No outlet, os produtos são vendidos por peso, e em alguns casos, é possível encontrar itens de marcas conhecidas. Porém, é importante verificar o estado das peças e principalmente usar luvas descartáveis na hora de desbravar os contêineres.
  • Liquidação de Pallets: lojas grandes como a Amazon muitas vezes preferem repassar as devoluções de mercadorias a preço de custo do que lidar com o trabalho de retornar os produtos às prateleiras. Existem vários armazéns que revendem esses produtos em pallets, e para adquiri-los é preciso ir pessoalmente ou encomendá-los online e pagar pelo transporte. É importante lembrar que os produtos devolvidos podem ser defeituosos, então o retorno nem sempre é garantido.
  • Leilões e Estate Sales: mais fáceis de encontrar localmente, esses eventos são organizados por famílias, igrejas ou empresas para angariar fundos ou desocupar casas e escritórios antes de serem vendidos. Essa opção é uma vantagem se você se especializa em vender um determinado tipo de produto (por exemplo: bolsas, ferramentas, artigos de colecionador, livros) e tem conhecimento do valor dele no mercado.

Você já teve sucesso vendendo coisas na internet? Tem mais dúvidas? Joga aí nos comentários!

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