Uma das oportunidades interessantes para ganhar dinheiro sem ter emprego é participar de pesquisas e estudos remunerados. Mas antes de mais nada, alguns pontos importantes:
- As empresas que eu compartilho são ou empresas com as quais eu já trabalhei e conheço, ou empresas que eu pesquisei a fundo mas decidi não me inscrever (e vou explicar por quê)
- Não existe garantia nenhuma de ser selecionado
- Não é um trabalho, não é um emprego
- Geralmente precisa ter inglês fluente, ou no mínimo intermediário
- Eles não pedem SSN/ITIN, MAS (um grande mas) se você receber mais de $600 por ano, isso precisa ser reportado ao IRS
- NÃO é VENDAS, e empresas idôneas não pedem pra você comprar nada
- É dinheiro fácil? Às vezes sim, às vezes não
- Estudos são CONFIDENCIAIS. Eles tratam as suas informações de forma segura, e em troca você assina um termo onde se compromete a não divulgar os detalhes da pesquisa com ninguém
Que tipos de estudos são esses?
Tem vários. Aqui alguns exemplos.
- Tecnologia: Empresa X está lançando um produto ou um app e precisa de pessoas para testar a usabilidade, funcionalidade, etc.
- Bens de consumo: Empresa Y está testando um novo cereal, shampoo ou sabão em pó e quer saber o que o público acha
- Pesquisas de opinião: Um jornal pretende lançar uma coluna e quer saber como os leitores se sentem com relação a determinados assuntos
- Mock trial: Uma empresa de advocacia quer entender como o público responderia como júri em um litígio
- Focus groups/grupos de discussão: um moderador coloca várias pessoas numa sala e faz perguntas sobre um produto, serviço ou conceito.
- Pesquisas na área de saúde: para testar um novo medicamento ou tratamento. Esse tipo de pesquisa fica um pouco fora da minha área, mas se aparecer alguma oportunidade eu compartilho com vocês.
E como eu faço pra participar?
Existem inúmeras empresas que trabalham no ramo de pesquisa. Algumas trabalham apenas com convite, outras você pode se cadastrar no site e quando tem uma pesquisa que você talvez se qualifique eles te avisam. Mas a maioria você tem que se cadastrar e ficar de olho, e assim que você vir um estudo que te interessa, você precisa se inscrever e esperar eles te chamarem.
Mas eles chamam mesmo?
Bom, depende. Esses são os critérios pra eles te chamarem para uma pesquisa:
- Você tem que ser o público certo. Nenhuma empresa vai querer perder tempo pedindo sua opinião sobre um produto que você não consome.
- Eles precisam pelo menos ter uma ideia de que você é realmente a pessoa que diz que é e que não está mentindo só para participar do estudo. O que nos leva ao próximo tópico, que são as suas qualidades como participante.
Poxa, eu me inscrevi e até agora nada.
Possíveis motivos porque você ainda não foi selecionado:
- Seu cadastro está incompleto.
- Já existem candidatos demais nessa categoria.
- As informações estão inconsistentes, por exemplo: no cadastro você disse que ganha $60 mil por ano mas na inscrição você colocou que ganha $150 mil por ano. Isso é razão para eles desconfiarem que você está exagerando ou mentindo só para participar do estudo.
- Você já se inscreveu para outros estudos mas não apareceu no horário marcado.
Como todo mundo que trabalha com dados, as empresas de pesquisas também tem um ranking de todos os candidatos. Então, se em uma pesquisa você compareceu direitinho, no horário, concluiu as tarefas, participou ativamente das discussões e produziu opiniões de qualidade, na próxima eles vão te colocar no topo da lista como participante.
Meu inglês não é muito bom. Consigo participar mesmo assim?
Depende.
Alguns estudos exigem apenas que você siga determinadas instruções e responda perguntas básicas. Por exemplo: um dos estudos presenciais que eu participei (para testar um dispositivo) exige que a pessoa obedeça comandos simples: levantar, sentar, pegar um objeto. Outros, onde você testa algum produto e faz um diário, fazem perguntas como: a que horas você almoçou hoje? Você usou o produto X? Na escala de 1 a 5, qual nota você daria para o vídeo Y?
Outros estudos já requerem que você consiga se expressar bem em inglês. Em um deles, eu precisei fazer um relatório de 10 páginas explicando as impressões/interações (foi um dos mais bem remunerados – $500 dólares!). Em grupos de discussão, você precisa ter a habilidade de acompanhar e participar ativamente, então é bom se sentir à vontade falando inglês.
Mas se seu inglês for básico, não desanime! Existem pesquisas que procuram justamente as pessoas que não têm inglês fluente. Por exemplo, um estudo de usabilidade, onde a empresa está lançando um aparelho ou aplicativo, é extremamente importante que esse produto seja intuitivo e possa ser usado pela população em geral, independente da fluência em qualquer idioma.
Sobre a qualidade dos resultados:
Só porque não é um emprego, não significa que você deva fazer o negócio de qualquer jeito. As empresas querem opiniões sinceras e úteis, então não é só falar “ah, não gostei do produto” e sim “não gostei do produto porque é doce demais, porque faz espuma demais, porque não faz espuma suficiente” etc. E quanto mais você colaborar com os resultados, maior a chance de eles te chamarem para outros estudos.

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